Quadro · Museu Virtual da Educação, Cabo Verde

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Quadro



Ficha Técnica

Número

EP/EEQ/004

Designação

Quadro

Nível de Ensino

Ensino primário

Descrição

O quadro negro é uma superfície plana feita de ardósia com uma moldura de madeira. Era (ainda é) usado nas escolas para sobre ele se escrever com giz (pequenos cilindros de calcário branco). As marcas do giz são apagados com um pano húmido, uma esponja ou um apagador.
O quadro parietal é um instrumento de ensino coletivo, utilizado essencialmente pelo professor, numa classe de alunos que deveriam ter níveis de conhecimentos semelhantes. Os programas de ensino continham indicações metodológicas para a sua utilização.
Na sala de aula, sobre o quadro, na época colonial, era suspenso um crucifixo. "Em todas as escolas públicas do ensino primário infantil e elementar existirá, por detrás e acima da cadeira do professor, um crucifixo, como símbolo da educação cristã determinada pela Constituição" (Lei nº 1.491, de 11 Abril de 1936).
Consultar:
Galeria - fotografias de quadros e de giz e um apagador; orientações para a utilização do quadro preto; desenhos de quadros (ilustrações de manuais).

Material

Quadro: ardósia e madeira (moldura)
Crucifixo: madeira e metal
Giz: calcário branco
Apagador: madeira e esponja

Dimensões

Altura do quadro: 187 cm; largura: 158 cm

Proveniência

Escola de instrução primária no Paiol, Praia.
Acervo da Associação para a Promoção do Património Educativo e Cultural - ASPPEC.

Local (Exposição)

Sala de Exposições da ASPPEC, Escola Grande, Uni-CV.

Estado de Conservação

Razoável

Bibliografia

Bastos, Maria Helena Camara. Do quadro-negro à lousa digital: a história de um dispositivo escolar. Caderno de História da Educação nº 4, Jan./dez. 2005, pp. 133-141.
Caminhos Portugueses (1973). Porto: Lello, pp. 170/71.
Lei nº 1.491, 11 Abril 1936. Diário do Governo de Portugal, nº 84, 11 Abril 1936, p. 413.
O livro da primeira classe (s.d.) [1941]. Porto: Educação Nacional Lda, p. 20.
O livro da segunda classe (1958) [1944]. Porto: Educação Nacional Lda, p. 115.
Paixão, Fernando (s.d.). A origem do quadro negro. História da educação na Bahia.
Suplemento ao Boletim Oficial de Cabo Verde n.º 45, de 6 de Novembro de 1915, p. 1.

Investigador

Maria Adriana Sousa Carvalho.

Observações

Sobre o quadro:
O quadro negro é uma tecnologia central na sala de aula. "Todos guardam em sua memória da sala de aula a presença significativa do quadro-negro. Considerado uma peça essencial do mobiliário escolar, povoa o imaginário de nossos tempos de escola. Essas recordações despertam lembranças alegres, mas também situações de medo e de humilhação - não saber resolver as contas de aritmética frente a todos os colegas, o castigo de escrever no quadro várias vezes a mesma frase, as extensas lições e temas de casa que a professora escrevia e que deviam ser copiadas durante grande parte do turno escolar, os avisos copiados para serem levados aos pais" (Bastos, 2005, pp. 134/135).
Sobre o crucifixo:
Na construção nacionalista da educação, o Estado contou com um poderoso aliado, a Igreja. A missão evangelizadora dos territórios colonizados foi pautada pela trilogia Deus, Pátria e Família, matriz ideológica da ordem social, que se pretendia imutável. A Lei nº 1.491, de 11 Abril de 1936, determinava que, nas salas de aula existisse um crucifixo, como símbolo da educação cristã.

Geolocalização

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