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Carteira unipessoal



Ficha Técnica

Número

EP/EEQ/005

Designação

Carteira unipessoal

Nível de Ensino

Ensino primário

Descrição

Carteira rígida de um lugar constituída por uma mesa e uma cadeira ligadas. O tampo da mesa é composto por uma parte fixa com uma canelura onde os alunos colocavam os lápis e as canetas e uma prancha inclinada para o ato da escrita. Algumas carteiras têm no tampo um orificio onde está embutido um tinteiro de porcelana,  onde se mergulhavam os aparos das canetas. As carteiras eram fabricadas localmente e outras importadas da metrópole.
Consultar:
Galeria - Fotografias de uma carteira e de um tinteiro; uma menina a escrever numa carteira (ilustração de um manual);  telegrama com pedido de autorização para o fabrico de carteiras.

Data

Foi fabricada na época da administração colonial (anterior a 1975).

Material

Madeira de mogno

Dimensões

Altura: 76 cm; largura: 59 cm; profundidade: 78 cm

Fabricante/Autor

Desconhecido. Fabrico artesanal.

Proveniência

Escola Primária da Tira Chapéu. Acervo da Associação para a Promoção do Património Educativo e Cultural - ASPPEC.

Local (Exposição)

Sala de Exposição da ASPPEC, Escola Grande, Uni-CV.

Estado de Conservação

Deficiente

Bibliografia

Janeirinho, Luísa (Org.) (2002). Museu da escola. Um património comunitário. Ministério da Cultura. Delegação Regional da Cultura do Alentejo.
Nóvoa, António (2005). E vid ente mente. História da educação. Porto: Edições ASA.
Silva, Carlos Manique da (2002). Escolas belas ou espaços sãos? Uma análise histórica sobre a arquitectura escolar portuguesa 1860-1920. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.
Ofício da Câmara Municipal de S. Vicente, 14 Janeiro 1922. Cx.ª 665, Fundo Arquivístico SGG, Arquivo Histórico Nacional.
Telegrama da Inspecção Geral, Praia,11 de Outubro de 1920. Cx.ª 665, Fundo Arquivístico SGG, Arquivo Histórico Nacional.

Investigador

Maria Adriana Sousa Carvalho.

Observações

A tipologia da carteira escolar foi objeto de debates em torno de princípios pedagógicos e higienistas e de detalhada regulamentação. Na colónia de Cabo Verde predominava o mobiliário de fabrico artesanal, alheio aos preceitos sobre a adequação da carteira ao aluno. Os estudos, que denunciavam que "as carteiras actuais deformam corporalmente a criança, originam atitudes viciosas e doenças - escoliose, miopia, etc" e a perceção de que as carteiras eram "feitas para a audição passiva, para o estudo livresco, para a disciplina autoritária do silêncio e da imobilidade" (Vasconcelos, 1921, apud Nóvoa, 2005, p. 65), não foram tidas em conta pela administração do ensino no arquipélago.

Geolocalização

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