Palmatória · Museu Virtual da Educação, Cabo Verde

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Palmatória



Ficha Técnica

Número

EP/RDI/001

Designação

Palmatória

Nível de Ensino

Ensino primário

Descrição

Luis Romano, na obra Cabo Verde, Renascença de uma Civilização no Atântico Médio, destaca, entre os instrumentos de castigo mais usados,  a palmatória, "o pesadelo dos meninos-de-escolas".
Instrumento de madeira dura, com um furo no centro para doer mais e «cantar» (...)" e a vara-de marmelo, "remédio infalível para acabar com as «terribezas» ou terribilidades da criança mais traquina" (p. 83).
A palmatória, que analisamos, é um artefato de madeira formado por um disco (sem orifícios) e um cabo. Há palmatórias com orifícios (um ou mais) no disco, que servem para vencer a resistência do ar e aumentar a velocidade do golpe e a
intensidade da dor, quando bate na palma da mão de uma criança.
Além das agressões com a palmatória, varas, réguas e com o ponteiro, os professores  aplicavam outros castigos: bofetadas, puxões de orelhas, colocação de orelhas de burro na cabeça dos alunos, privação do recreio, obrigação dos alunos ficarem de pé e virados para a parede, entre outros. As fontes consultadas revelam opiniões legitimadoras dos castigos e outras contrárias às práticas punitivas na sala de aula.
Consultar:
Galeria - Fotografias de instrumentos de castigo; textos sobre a utilização da palmatória "a clássica arma para que a criança empine". Documentos - notícias sobre o uso da palmatória (jornais) e Recordações das palmatoadas, de Manuel Alegre.

Tipo

Material de apoio

Assunto

Punições, disciplina, indisciplina

Data

Anterior a 1975 (época da administração colonial).

Material

Palmatórias: madeira de espinheiro preto;
Varas de marmeleiro;
Orelhas de burro: papel.

Dimensões

Palmatória
Comprimento: 30 cm; diâmetro: 6,5 cm

Localização

Escola Grande, Uni-CV, Praia

Fabricante/Autor

Desconhecido. Fabrico artesanal.

Proveniência

Escola Primária de Tira Chapéu, Praia
Acervo da Associaação para a Promoção do Património Educativo e Cultural - ASPPEC

Estado de Conservação

Bom

Bibliografia

A Voz de Cabo Verde, nº 333, 1 de Março de 1918, p. 1.
Alegre, Manuel (2012). Alma. Alfragide: Leya S.A.
Borges, Abílo César (1881). Vinte anos de propaganda contra o emprego da palmatória e outros meios aviltantes no ensino da Mocidade. Publicado no Globo em 1875. Bruxelles: Typographie e Litographie E. Giyot, rua Pacheco, 12.
Cabo Verde, Boletim de Propaganda e Informação nº 88, Janeiro 1957, p. 38.
Fernandes, Rogério (2006). Da palmatória à intenet: uma revisitação da profissão docente. Revista Brasileira de História da Educação, Jan./Jun, pp. 15/16, 20/21.
Fonseca, A. Xavier. In O Futuro de Cabo Verde, nº 63,  9 de Junho de 1914, p. 2.
Lopes, Baltasar (1970). Chiquinho. Lisboa: Prelo.
Sousa, Milena Cristina Aragão Ribeiro de & Freitas, Anamaria Gonçalves Bueno de (2012). Práticas de castigos escolares nos 1800: o cotidiano no plural. X Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas “História, sociedade e educação no Brasil”,Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa – 31/07 a 03/08/2012 – Anais Eletrônicos – ISBN 978-85-7745-551-5.
O Futuro de Cabo Verde, nº 63, 9 de Junho de 1914, p. 2.
O Futuro de Cabo Verde, nº 129, 14 de Outubro de 1915, p. 2.
O Independente nº 6, 20 de Fevereiro de 1912, p. 3.
Regulamento dos Serviços de Instrução Primária. Supl. nº 15 ao Boletim Oficial nº 37, de 15 de Setembro de 1947, p. 2.
Regulamento do Ensino Primário Elementar. Supl. nº 28 do Boletim Oficial, 19 Julho 1968, p. 8.
Regulamento do Ensino Primário Elementar. Supl. nº 38 do Boletim Oficial, 23 Setembro 1970, p. 8.
Romano, Luís (1970). Cabo Verde – Renascença de uma civilização do atlântico médio. Lisboa: Edição da Revista ‘Ocidente’.

Investigador

Maria Adriana Sousa Carvalho.

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