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Lousa, ardósia ou pedra



Ficha Técnica

Número

EP/RDI/032

Designação

Lousa, ardósia ou pedra

Nível de Ensino

Ensino primário

Descrição

A lousa, ardósia ou pedra é uma folha de ardósia inserida num rectangulo de madeira. Uma das faces da lousa é quadriculada e a outra lisa. Na moldura de madeira há um orifício, onde os alunos amarravam o lápis da pedra ou “peninha” para não se perder.
É uma superfície reutilizável onde os alunos escreviam palavras, números e desenhos com giz ou com a "peninha”. As letras e os traços eram apagados com um paninho ou uma esponja.
A ardósia era um utensílio fundamental para os exercícios escolares e, segundo o programa de leitura da 1ª classe, para se evitarem “deformações graves na caixa torácica e nos órgãos que encerra e desvios da coluna vertebral e miopia”, os alunos eram aconselhados a praticarem “de preferência na ardósia, sob a direcção do professor, os necessários exercícios tendentes a educar-lhes os dedos para o manejo da pena e do lápis” (Portaria nº 264, 29 Outubro 1915).
Consultar:
Galeria - fotografias de lousas; normas para a sua utilização; requisição de materiais escolares. Documentos - notícia sobre a penuria de materiais escolares; excerto de As pequenas memórias de José Saramago.

Material

Quadro: ardósia; moldura: madeira.

Dimensões

Folha de ardósia: 26X18 cm; largura da moldura: 2 cm

Proveniência

Acervo da Associação de Promoção do Património Educativo e Cultural - ASPPEC.

Local (Exposição)

Sala de Exposição da ASPPEC, Escola Grande, Uni-CV.

Estado de Conservação

Bom

Bibliografia

Barra, Valdeniza Maria Lopes da (2013). A lousa de uso escolar: traços da história de uma tecnologia da escola moderna. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, nº 49, Jul./Set. Editora: UFPR.
Bastos, Helena Camara (2005). Do quadro negro à lousa digital: a história de um dispositivo escolar. Cadernos de História da Educação, nº 4, Jan./Dez.
Carvalho, A. M. Galopim (2009). Ardósia da minha infância, Julho 28. Blogue "Sopa de Pedra".
Educação em destaque. História da educação na Bahia. A origem do quadro negro.
Memória & artesanato (baldufaartesanato.com).
Nota de entrega de material escolar, S. Vicente, 21 Agosto  1919. Cxª 671, Fundo SGG, Arquivo Histórico Nacional.
O Futuro de Cabo Verde, nº 118, 29 Julho 1915, p. 3.
Portaria nº 264, 29 Outubro 1915. Supl. nº 15 ao nº 45 do Boletim Oficial, 6 Novembro 1915, p. 1.
Saramago, José (2014). As pequenas memórias. Porto: Porto Editora.

Investigador

Maria Adriana Sousa Carvalho

Observações

José Saramago, no livro As Pequenas Memórias (2014), recorda como começou a aprender as primeiras letras:
"Sentado numa cadeirinha baixa, desenhava-as lenta e aplicadamente na pedra, que era o nome que então se dava à ardósia, palavra demasiado pretensiosa para sair com naturalidade da boca de uma criança e que talvez nem sequer conhecesse ainda. É uma recordação própria, pessoal, nítida como um quadro, a quem não falta a sacola em que acomodava as minhas coisas, de serapilheira castanha, com um barbante para levar a tiracolo. Escrevia-se na ardósia com um lápis de lousa que se vendia em duas qualidades nas papelarias, uma, a mais barata, dura como a pedra em que se escrevia, ao passo que a outra, mais cara, era branda, macia, e chamávamos-lhe «de leite» por causa da sua cor, um cinzento-claro, tirando a leitoso, precisamente. Só depois de ter entrado no ensino oficial, e não foi nos primeiros meses, é que os meus dedos puderam, finalmente, tocar essa pequena maravilha das técnicas da escrita mais atualizadas.” (p. 56)

Documentos

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